Quem sou eu

domingo, 22 de maio de 2016

Poema Instantâneo XVIII

CAIXA FRÁGIL

Aos que anseiam meu coração,
Já deixo a precaução:
Não me chame de ignorante
Nem insista que eu me levante
Elogie-me sempre que possa 
Pois a minha auto-estima é roça
Não me cobre por respostas 
Apenas tente reformular a pergunta 
E não me imponha o que gosta.

Aos que anseiam meu coração,
Segue manual de instrução: 
O signo me fez dramático 
A vida: frio e apático
Costumo reclamar de tudo 
E criar meu próprio mundo

Aos que - ainda - anseiam meu coração,
uma última observação:
O produto é perecível 
E  talvez não merece seu sufrágio
Mas caso julgue acessível
Observe que na embalagem consta:
CAIXA FRÁGIL.

Minha autoria