sábado, 1 de agosto de 2015
Poema Instantâneo IX
Piloto-Automático
Tenho pena de quem conhece agora
o meu coração transgênico.
Que já modificado pelas circunstâncias
Tornou-se músculo anêmico.
Com tantas idas e vindas
Já se encontra cardioretalhado
E o amor que agora espalho
Não é 10% de outrora
Preparo meus sentimentos
Sempre esperando o pior
Meu corpo se torna oco
E o pior de mim aflora.
Sou pedra, outrora flor.
Sou rude, outrora amor.
Zumbi de sentimentos
Vivo em piloto-automático
Sem coração, sem afeição
Brilho do olhar estático
E assim vivo sozinho
Pois ninguém suporta o amargor
Não escolhi esse meu caminho
Mas é o meio de esconder a dor.
Minha autoria
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