Quem sou eu

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Poema Instantâneo VIII

InfÂnsia
 
Deitado no gramado,
Dominado pela nostalgia.
O vento me traz as lembranças,
De tudo o que já fui um dia.
 
Barquinhos de papel,
Navegando pela enxurrada.
E os olhinhos cor-de-mel
Acompanhando sua jornada.
 
Tantas brincadeiras me recordo,
Onde eu perder era normal
Em meio à escuridão
Um grita: - Gato mia. O outro: - Miau!
 
A inocência pulsava no peito.
Preocupação? Nem sabia o que era.
Na mente só fica a memória,
E a preocupação com o que me espera.

Minha autoria

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Poema Instantâneo VII


Mariposas

''O segredo é não correr atrás das borboletas...
 É cuidar do jardim para que elas venham até você''

Não corri atrás,
Muito menos cuidei de meu jardim
Se elas virão até mim?
Tanto faz.

Minha autoria

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Poema Instantâneo VI



Não era uma vez

O mundo real é decepcionante.
Sem zumbi
Sem ET
Sem duende
Sem saci-pererê

Sem lobisomem
Sem minotauro
Sem vampiro
Sem dinossauro

Sem unicórnio
Sem fada
Sem magia
Sem nada.

O mundo é minha droga
E os livros minha heroína.

Minha autoria

Poema Instantâneo V



Desenhos nas Sombras

Pelado.
Deitado.
Sonoleto.
Perdido divago entre miragem e pensamento.

Insônia.
Vergonha.
A noite entona um psicodélico silvo.

Aflitivo.
Zumbido.
A morte se torna elegante.

Nes'tante.
Errante.
O pessimismo me deixa anestesiado.

Copo quebrado.
A realidade atinge.

Esfinge.
Decifra-me,
Imploro-te.

Minha autoria